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Sumos Detox e Perda de Peso

Os sumos detox são uma opção muito procurada hoje em dia, objetivando a perda de peso, especialmente num período pós excessos alimentares. Mas afinal o que são sumos detox e haverá evidência científica que corrobore os seus efeitos numa perda de peso eficaz e duradoura? Neste artigo iremos abordar o conceito de sumos detox e de que forma estes poderão, ou não, auxiliar na perda de peso.



Os sumos detox assentam na premissa na substituição de refeições por um mix de frutas e legumes, com a possível adição de especiarias e sementes, que sacie e ajude a desintoxicar o organismo do excesso de toxinas a que nos estamos sujeitos diariamente. A forma como fazemos o sumo é relevante para o efeito produzido, se utilizar uma centrifugadora estará a eliminar a fibra aproveitando apenas a polpa da fruta/vegetais, por sua vez triturar os alimentos numa liquidificadora, reduz essa perda (apesar do conteúdo continuar a ser menor que o consumo dos alimentos inteiros). Considerando então a premissa de substituição estamos perante “refeições” tendencialmente hipocalóricas, hipolipídicas e hipoproteicas.

No que respeita a saciedade, esta será menor numa refeição líquida do que ao consumir alimentos sólidos e, havendo menos fibra nos sumos, não só o efeito saciante é menor como poderá afetar negativamente o funcionamento regular dos intestinos. Outro aspeto a ter em consideração é a utilização de vegetais em cru, como por exemplo espinafres e beterraba, cujo conteúdo em oxalatos poderá reduzir a absorção de alguns minerais (por exemplo o cálcio) e levar à formação de cálculos renais. (1)


Há que considerar que pelo conteúdo, reduzido, de macro e micronutrientes, não será uma boa opção para substituição integral de uma alimentação equilibrada e variada.


Olhemos agora para a definição de desintoxicar: desintoxicação diz respeito a “tratamentos para suprimir a dependência de drogas e álcool” e de forma geral à “eliminação de substâncias tóxicas por processos naturais ou farmacológicos”.(2) O nosso organismo é uma máquina bastante complexa e completa, sendo capaz de proceder à eliminação de toxinas por si próprio, por exemplo através dos rins e fígado. (3) Apesar de um tema controverso, algo comum na área da nutrição, não existe evidência científica dos efeitos desintoxicantes de uma dieta detox. (4)


Perder peso implica um défice energético, deveremos consumir menos calorias do que as que gastamos. (5, 6, 7) Deste ponto de vista, o consumo de sumos detox aparenta ser uma boa alternativa na perda de peso. No entanto há que considerar:


  • O seu limitado conteúdo proteico que poderá levar a uma redução na massa magra e consequentemente a uma diminuição do metabolismo (8, 9, 10);

  • O ser tendencialmente hipolipídico podendo interferir na absorção de vitaminas lipossolúveis (11, 12, 13, 14);

  • A presença de oxalatos que reduz a absorção de alguns minerais e poderá levar à formação de cálculos renais.

A utilização de sumos detox poderá, numa fase inicial, levar a uma perda de peso, na medida em que permite um défice calórico. Outras razões para essa perda de peso são:


  • a eliminação de alimentos açucarados da alimentação (quando consumidos como dieta diária estrita);

  • o aumento do consumo de frutas e vegetais;

  • a promoção de perda de líquidos;

Mas os riscos associados ao seu consumo como alimentação diária estrita tem implicações severas na saúde:


  • fraqueza muscular e mental;

  • défice de nutrientes;

  • debilidade imunitária.

Considerando que poderá levar a uma redução de massa magra e consequente diminuição do metabolismo, não será uma boa aposta na perda e manutenção do peso perdido a longo prazo, podendo até haver uma recuperação, ou aumento, de peso ao retomar a alimentação “normal”. No entanto se considerarmos apenas o aporte de fruta e vegetais, poderá ser um bom aliado, dependendo dos alimentos usado e quando consumido em apenas uma refeição intermédia.


Em suma, não existe evidência científica que corrobore a eficácia da utilização de sumos detox na perda de peso. Não sendo aconselhável o seu consumo como única fonte alimentar diária. Para uma perda de peso eficaz aconselhe-se com um nutricionista credenciado.


Bibliografia:

  1. Noonan, S.C & Savage, G.P. (1999) Oxalate content of foods and its effects on humans. Asia Pac J Clin Nutr. 8, 64-74 in http://apjcn.nhri.org.tw/server/APJCN/8/1/64.pdf

  2. desintoxicação in Dicionário infopédia de Termos Médicos [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-10-01 00:36:54]. Disponível na Internet: https://www.infopedia.pt/dicionarios/termos-medicos/desintoxicaçãohttps://www.healthline.com/nutrition/can-juicing-help-you-lose-weight#section3

  3. Klein, A.V. & Kiat, H. (2015) Detox diets for toxin elimination and weight management: a critical review of the evidence. J Hum Nutr Diet. 28, 675– 686 doi: 10.1111/jhn.12286

  4. Franz, Marion J. et al. (2007) Weight-Loss Outcomes: A Systematic Review and Meta-Analysis of Weight-Loss Clinical Trials with a Minimum 1-Year Follow-Up. Journal of the Academy of Nutrition and Dietetics, Volume 107, Issue 10, 1755 – 1767. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jada.2007.07.017

  5. Erratum. (2012). The American Journal of Clinical Nutrition, 96(2), 448. doi:10.3945/ajcn.112.042788

  6. Ramage, S., Farmer, A, Eccles, K.A., McCargar, L. (2014) Healthy stratagies for successful weight loss and weight maintenance: a systematic review. Applied Physiology, Nutrition, and Metabolism 39, 1-20. in https://doi.org/10.1139/apnm-2013-0026

  7. Heymsfield SB1, Gallagher D, Kotler DP, Wang Z, Allison DB, Heshka S. (2002) Body-size dependence of resting energy expenditure can be attributed to nonenergetic homogeneity of fat-free mass. Am J Physiol Endocrinol Metab. 282, E132-8. DOI: 10.1152/ajpendo.2002.282.1.E132

  8. Stiegler, P. & Cunliffe, A. Sports Med (2006) 36: 239. https://doi.org/10.2165/00007256-200636030-00005

  9. Zurlo, F., Larson, K., Bogardus, C., & Ravussin, E. (1990). Skeletal muscle metabolism is a major determinant of resting energy expenditure. The Journal of clinical investigation, 86(5), 1423–1427. doi:10.1172/JCI114857

  10. Booth S. L. (2012). Vitamin K: food composition and dietary intakes. Food & nutrition research, 56, 10.3402/fnr.v56i0.5505. doi:10.3402/fnr.v56i0.5505

  11. Nair, R., & Maseeh, A. (2012). Vitamin D: The "sunshine" vitamin. Journal of pharmacology & pharmacotherapeutics, 3(2), 118–126. doi:10.4103/0976-500X.95506

  12. Judy D. Ribaya-Mercado, Influence of Dietary Fat on β-Carotene Absorption and Bioconversion into Vitamin a, Nutrition Reviews, Volume 60, Issue 4, April 2002, Pages 104–110, https://doi.org/10.1301/00296640260085831

  13. Jeanes, Y., Hall, W., Ellard, S., Lee, E., & Lodge, J. (2004). The absorption of vitamin E is influenced by the amount of fat in a meal and the food matrix. British Journal of Nutrition, 92(4), 575-579. doi:10.1079/BJN20041249


Por: Ana da Costa Couto: Nutricionista do clube de saúde Kalorias EXPO, membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas nº 2367N.

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