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Influência dos Esteróis Vegetais nos Níveis de Colesterol Sérico


A hipercolesterolemia, principalmente o nível de colesterol LDL elevado, é um dos principais fatores de risco no desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que está claramente relacionada à aterosclerose, doença arterial coronária, enfarte agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).


Os esteróis vegetais (ou fitoesteróis) são substâncias com estrutura semelhante à do colesterol. No entanto, ao contrário deste, apenas se encontram naturalmente presentes em produtos de origem vegetal, como frutas, vegetais, leguminosas, frutos oleaginosos, sementes, óleos vegetais e cereais integrais. Através de uma alimentação equilibrada consomem-se cerca de 200 a 400 mg de esteróis vegetais por dia, sendo esta ingestão superior numa alimentação vegetariana (cerca de 800 mg por dia). Aproximadamente 50% do colesterol alimentar ingerido é absorvido pelo organismo e os restantes 50% são excretados. Para ser absorvido, o colesterol necessita de lipoproteínas, com as quais forma estruturas denominadas micelas, que são então absorvidas. Os esteróis vegetais ocupam o espaço destinado ao colesterol, agregando-se à lipoproteína e originando uma micela que não será absorvida, sofrendo precipitação e sendo, posteriormente, excretada. Estas substâncias podem causar uma redução do nível sérico de colesterol LDL na ordem dos 10 a 15%. Este efeito verifica-se para doses diárias de 2 a 3g, ingeridas a uma das refeições principais. A indústria tem vindo a desenvolver produtos aos quais são adicionados ingredientes funcionais, que não fazem parte da composição normal do alimento, sendo atualmente possível encontrar no mercado uma vasta gama de produtos alimentares enriquecidos com esteróis vegetais, nomeadamente cremes vegetais para barrar, leite e iogurtes.


Uma redução na absorção do colesterol alimentar pode originar também redução na absorção de vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K) e de carotenóides, sendo de extrema importância recomendar o aumento da ingestão de fruta e hortícolas aquando da ingestão destes compostos.

Referências bibliográficas:

- Martins F, Pinho O, Ferreira IMPLVO. Alimentos Funcionais: Conceitos, Definições, Aplicações e Legislação. Revista da SPCNA. 2004. Volume 10. Nº2.


- Mahan L.K; Escott-Stump S; Krause – Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 2010. Elsevier Editora Lda. 12ª Edição.

Por: Rita Fialho: Nutricionista do Clube de Saúde Kalorias Évora, membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas nº3481N.

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